[L5R-RPG] Fiction, Parte IV

•Setembro 8, 2009 • Deixe um comentário

A Primeira Queda,
a Primeira Ascenção
(Parte IV)

***** Toshi Ranbo, Capital Imperial, 1169 – 20º dia do mês da Lebre, hora de Fu Leng.
Hida Yakamo, o Sol, não tinha dado o ar de sua graça ainda e Lady Hitomi, a Lua, ainda iluminava os caminhos pelas rotas de todo o Império.
Boa parte dos Leões se preparava para partir, assim como um grande número de Scorpions e Cranes. Os outros clãs decidiram ficar para deleitar os últimos dias na Corte Imperial.
A noite era clara, sem nuvens no céu, as estrelas brilhavam como nunca, e a mais marcante era a constelação de Otaku Kamoko, o Trovão Silencioso. Não havia muita conversa nem sorrisos nos rostos daqueles que deixavam a cidade sabendo que o próximo dia podia ser seu último.
Guerra entre clãs nunca tem um resultado bom para o Império, mas os Ikoma Omodaisu sabiam como utilizar as leis imperiais para mostrar que a guerra era apenas para solucionar um pequeno inconveniente para o Império. O Clã do Escorpião também sabia utilizar dessa mesma arma, mas decidiu não fazê-lo, o que deixara Akodo Shigetoshi um pouco preocupado.
Em pouco tempo, o Lorde Sol iluminaria as terras do Imperador, e seria bom que todas as tropas do Leão já tivessem sido removidas até lá.
Akodo Setai, porém, continuou na cidade imperial, ele tinha mais o que fazer.

***** Toshi Ranbo, Capital Imperial, 1169 – 20º dia do mês da Lebre, hora de Ryoshun.
Lady Hitomi partia vagarosamente para seu descanso celestial. Dentro de uma hora, o Sol estaria imperando no céu, os heimin estariam se levantando para seus trabalhos matinais e muitos samurai acordariam para executar seus kata.
Akodo Setai, o Deathseeker Redimido planejava retirar os Mantis da cidade Imperial, para que esses não causassem mais problemas. Setai nunca gostou da situação do Clã de Kaimetsu-Uo como um Clã Maior. Isso o irritava e ofendia seus ancestrais.
Yoritomo Naizen, por outro lado, não ligava muito para o Clã do Leão, já que não havia nada de muito valioso para pegar deles. Naizen já havia combinado com Kumiko que ele aguardaria mais um dia em Toshi Ranbo e depois partiria para Kyuden Gotei, retornando apenas em duas semanas para levá-la de volta. As ordens de sua senhora eram bem claras, ele não iria falhar!

***** Toshi Ranbo, Capital Imperial, 1169 – 20º dia do mês da Lebre, hora de Hantei.
A maioria dos presentes na cidade estavam dentro de suas moradias para se alimentar. Alguns Mantis estavam na Casa de Sakê Brilhante, que ficava ao lado de sua embaixada. Tsuruchi Ayame e dois companheiros estavam entrando na Casa de Sakê quando um pequeno grupo de Leões liderados por Akodo Seiichi saíam na mesma hora.
“Saia da minha frente agora, eu sou um samurai!” – Exclamou Seiichi, fitando diretamente os olhos de Ayame, que era um pouco mais alto que ele.
“Eu sou Tsuruchi Ayame, Mestre Arqueiro do Clã do Mantis. Dizer que não sou um samurai ofende à mim e à meus ancestrais.” Respondeu calmamente o arqueiro.
Como que já esperado, Seiichi rebate “Eu me pergunto se há algum ancestral da Vespa que valha à pena ofender.”
Não demorou um segundo para que os sete homens pulassem para o meio da rua e começassem um combate feroz, arrojando todos os heimin no local à fugirem apavorados.
“Vai morrer pelo que disse, Akodo!”
“Espero que sua flecha consiga perfurar meu peito de jade, Vespa!”
A briga continuava, mesmo com alguns imperiais no local. Não havia jeito de apaziguá-los. Para terminar a briga, somente derrubando os arruaceiros.
Seppun Naganori e Matsu Youko estavam andando pelas ruas, a berserker ainda sentida pelos acontecimentos da noite passada. O duelista pensou em intervir, mas percebeu a movimentação dos Inquisidores do Clã da Fênix, que juraram proteger a cidade Imperial nos anos atuais.
“Só matem aqueles que resistirem à prisão!” gritou do fundo de sua garganta, Shiba Miiko “Todos aqueles que não baixarem as armas agora, estão resistindo à prisão. VÃO!”.
A batalha durou mais alguns momentos até que os Phoenix conseguiram contê-la.
O resto dia correu sem muitos acontecimentos fora do comum.

***** Toshi Ranbo, Capital Imperial, 1169 – 20º dia do mês da Lebre, hora de Bayushi.
Como ordem provisória, Shiba Miiko expulsou todos os Leões e Mantis da Cidade Imperial, inclusive Akodo Setai que estava no meio da briga – ele saiu sorrindo, com um ar de dever cumprido.
Matsu Youko também teria que se retirar e Naganori decidiu que sairia da cidade imperial com ela e foram levados até o portão da primeira camada da cidade por um escolte Shiba.
Caminhando juntos até um ponto afastado do portão, um pouco adentrando uma floresta vizinha. Provavelmente, ambos pensavam em ficar à sós mais uma vez, talvez pela última.
Aquele momento não seria tão louvável quanto eles esperavam.
“Vocês estão em território desconhecido.” uma voz dizia na mente de Seppun e da samurai-ko.
Um pouco assustados, os dois colocam-se em posição de ataque, suas mãos já próximas da haste de suas katana. Um pouco depois, um naga saía detrás de uma folhagem longa. Ele era totalmente verde, com exceção de seus olhos que queimavam com uma chama roxa. Seu corpo era alongado e seria confundido facilmente com uma cobra se não fosse sua cabeça humanóide, seu peitoral humano e seus dois braços indistintamente normais.
Antes de qualquer possível reação, Yoritomo Kumiko aparece ao lado do naga. Kumiko apresentou a criatura como Qolsa, um dos poucos membros da raça ancestral dos naga que está acordado.
“Mas o que fazes por aqui, Kumiko-sama?” Naganori perguntou, um pouco confuso.
“Na verdade, estou seguindo Qolsa e seus companheiros ronin. Estou numa pequena missão atualmente. Agora eu devo ir. Nos veremos em breve!”
“Naganori-kun, preciso voltar para minhas terras. Amanhã começaremos a guerra contra o Escorpião. Espero que você fique ao meu lado.”
“Estou sempre ao lado da Lei, Youko-chan. Espero que acabe tudo bem.”
“Hai. Domo arigato.”
Naganori foi seguindo as paredes da Cidade Imperial, por que sabia que conseguiria entrar de volta se mostrasse seu distintivo de Seppun. No seu caminho de ida, ouviu barulhos suspeitos nos arbustos. Decidiu, sensatamente, continuar andando, sempre atento ás mudanças na paisagem. Alguns metros à frente, o barulho ficou mais tenaz, então o duelista aguardou a ameaça em posição de duelo.
Do meio do mato, saía Bayushi Kuraku. Seus passos silenciosos e sutis não pareciam ser a fonte daqueles barulhos que ouvira um pouco atrás. Seguindo o courtier estavam três outros samurai com suas respectivas mempos, impossibilitando a indentificação deles – mas, obviamente eram Scorpion.
“Naganori-san,” reverenciava Kuraku “bom vê-lo esta noite. Precisamos conversar um pouco”
Naganori, retirando a mão de cima de sua saya e assumindo uma posição mais confortável, concordou “Claro, mas por que durante a noite, e por que aqui fora?”
O courtier, que não deixava suas emoções transparecerem graças ao lenço característico em sua face, fitava o duelista imperial “Gosto da atmosfera à essa hora da noite. Além do mais, é mais produtivo um local onde possamos conversar à sós e à vontade.”
“Não parecemos muito à sós com esses três homens atrás de você. Não estou muito confortável, também.”
Kuraku parecia nem ligar “Estou aqui para oferecer a chance de se aliar com o lado vencedor da guerra. Como sabes, nós só aceitamos essa guerra por que sabemos que a vitória é garantida.”
Interrompendo o courtier abruptamente, Naganori expressa sua aliança apenas à lei “Estou do lado da Lei.”
O poder de sedução, apresentando soluções para os maiores desejos de alguém sempre foram pauta de conversas entre courtiers do Escorpião. “Podemos conseguir a cabeça de Shigetoshi numa yari. Só precisamos ajudar um ao outro.”
Um pouco mais propenso à aceitar a aliança, Naganori continua seu discurso. “Estou do lado da Lei, e da Lei somente.”, mas aprimora “E se o Escorpião não infringiu a Lei, lutarei ao lado dos Bayushi.”
“Muito bem, samurai. Sábia escolha.”
Naganori, um pouco mais tranqüilo, agradeceu “Está certo. Agora, voltamos para a capital?”
Os três homens não identificados seguem um caminho diferente dos dois samurai que ainda conversavam.
Dentro de oito dias, a guerra começaria. Os próximos 8 dias passaram-se num raio. O silêncio imperava na corte e em todas as regiões do Império, todos os Clãs se preparando para o que poderia acontecer naquela guerra envolvendo três grandes clãs e uma lenda-viva do Crab; Hida Benjiro.

***** Toshi Ranbo, Corte Imperial, 1169 – 20º dia do mês da Lebre, hora de Bayushi.
Os ânimos estão calmos na corte central de Toshi Ranbo, nada de extraordinário acontece por lá no momento. O Imperador, Toturi III não estava presente, um representante do Miya Herald estava em seu lugar.
Seppun Naganori estava lá apenas para acompanhar o que renderia aquele que seria um dos últimos dias antes de uma guerra que abalaria Rokugan.
Alguns momentos de reflexão foram quebrados, quando em sua percepção aguçada, viu que todos os courtiers presentes pararam seus afazeres e acompanhavam com seus olhos um homem que entrava na câmara principal.
Longos cabelos brancos que homenageiam Doji Hayaku, o fundador da famíli Daidoji que entrou na Shadowlands para buscar um artefato da Garça e teve seus cabelos descoloridos pela mácula. Um rosto que invejaria muitos homens e um corpo esbelto capaz de movimentos leves e sutis.
Esse homem é Doji Kurohito, o Campeão da Garça, seguido pelo próprio Imperador Toturi III.
“Onde está Naganori?” Kurohito questiona o Miya que foi deixado ao lado do trono para tomar conta da corte.
Sem uma palavra, o encarregado apontou para o lado, onde Naganori encostava-se na parede.
Toturi III vai até seu trono, senta e coloca suas mãos em seu rosto num sinal de desaprovação. A corte estava apavorada com aquele momento incomum. Alguns até sabiam o que podia acontecer.
“Seppun Naganori. Após ouvir algumas verdades ditas por Doji Kurohito, estirpo teu nome Imperial e declaro-te RONIN!”
O silêncio que antes era absoluto, foi contraído num turbilhão de vozes.
Todos gostariam de saber o motivo, mas isso não seria revelado pelo Imperador nem pelo honrado Campeão da Garça.
Naganori pensou em responder, mas sabia que não haveria nenhum efeito. Pensou então em seppuku, mas como aquilo tudo era muito injusto em seu modo de ver, saiu deixando para trás todas suas vestimentas que levam o crisãntemo imperial e sua insígnia. Agora ele iria atrás da redenção, seu primeiro passo seria demonstrar que mantia a honra e cumpriria sua palavra de aliança.
Saindo da presença do Imperador e da corte, Naganori, agora sem uma família, ia em direção à escada, mas fora chamado por alguém; um homem desconhecido por ele, cabelos negros não muito longos, até o final do pescoço, com uma seção presa por elásticos gaijin.
“Muito prazer, Naganori. Meu nome é Susumu, mas provavelmente ainda não ouviu falar muito de mim.”
Naganori estonteado pelo desconhecido saber do seu nome, abriu a boca, mas nenhuma palavra escapou.
“Eu sei o que Kurohito falou. Eu sei a verdade e sei como reverter essa situação, mas o único modo de fazê-lo é unindo-se ao Leão e largando mão do Escorpião.”
“Infelizmente eu já me aliei ao Scorpion, não posso descumprir minha palavra. Ainda mantenho minha honra!” Exclamou, ainda um pouco triste.
“Saiba que sua aliança pode muito bem durar apenas um dia. Venha, sente-se e prove de meu sakê, o mais refinado da cidade Imperial.” Susumu continuou tentando.
Os dois sentaram e tiveram uma longa conversa regada pelo melhor sakê da região.
“Então me encontre em Shosuro no Shiro dentro de três dias e resolveremos seu problema se você se aliar ao Leão.”
Naganori reverenciou o novo aliado e partiu.
Na saída da cidade de Toshi Ranbo, sentiu uma sensação estranha em sua barriga; talvez seja o sakê, mas esse era muito refinado. O ronin sabe que nunca foi muito resistente, mas assim já era demais.

***** Província de Yama, Província fronteirícia do Leão com o Escorpião, 1169 – 1º dia do mês do Dragão, hora de Akodo.
A primeira investida seria na fronteira entre Shiro Matsu e Yogo Shiro, províncias de duas grande famílias de cada clã. As atividades inortodoxas do Scorpion já começavam à serem notadas.
Aproveitando a hora de Akodo, os Leões procuravam seus shugenja para conectar-se com seus ancestrais em busca de sua valiosa guia. Matsu Youko estava nervosa, seria sua primeira grande batalha, mas sabia que os seus ancestrais estariam com ela e que a fúria de Matsu queimaria dentro de seu coração.
Youko se empolgava enquanto preparava sua armadura. Olhava para os lados e via suas irmãs também felizes com a oportunidade de mostrar que a cerimônia de gempukku foi um bom investimento dos seus sensei. A berserker estava com sua yari e sua daisho preparadas e bem afiadas, mas ao ser alocada à unidade de engajamento, teve que escolher uma das duas e como não tinha um lugar decente para deixar sua daisho, colocou sua yari no aposento de armas.
Tudo preparado; o primeiro avanço do Leão estava sendo preparado. A primeira batalha iria começar com um ataque do Clã de Akodo… Será?
Aproveitando a preparação do Leão, Bayushi Paneki e seu rikugunshokan movem duas pequenas armadas em direção à Shiro Matsu. Sabendo que haveriam scouts Ikoma e Akodo no caminho, enviou alguns Shosuro Shinobi para limpar o campo e garantir o elemento surpresa.
Reunidos em frente às barracas do Castelo do Último Suspiro (Shiro Matsu), todos prestando atenção nos últimos detalhes de Akodo Shigetoshi. Todos sabiam da superioridade numérica e experiência vasta em combate que os Leões sempre tiveram, mas esse inimigo era diferente! Esse inimigo não lutava da mesma forma que os outros. Eles são mais sagazes e mais espertos, mas a fortaleza do Leão não caíria para um inimigo tão desmerecido!
“Marchem, minhas unidades! Marchem e mostrem para os Bayushi a força dos Akodo, a fúria das Matsu e a tática dos Ikoma!” – Gritava Akodo Shigetoshi.
Ali em frente haviam cinco legiões se preparando para o combate. Arrumando suas armaduras e preparando seu psicológico. As coisas iam bem até que Ikoma Otemi percebe a movimentação de uma armada vermelha-sangue vindo na direção do castelo.
“Os Escorpiões estão atacando! Preparem-se!”
Akodo Shigetoshi manteve a calma e firmeza “Não se alarmem, eles vêm em pequenos números. Esses insetos vão ser esmagados debaixo de nossos pés!”.
Os Leões estavam motivados e sua moral estava alta, Otemi achava aquele ataque muito estranho, mas uma vitória esplendorosa na primeira batalha aumentaria o moral da armada.
As linhas de frente de cada armada entraram em contato, a guerra havia começado e sua primeira batalha acabara de aflorar. A armada do Leão tinha uma vantagem numérica de quase três-para-um, Shigetoshi sorria e sabia que não iria entrar em combate já que a batalha tomava seu rumo em direção à vitória.
Soshi Jin, que havia decidido se jogar no combate para reafirmar sua lealdade ao clã e ter uma mínima experiência em combates, estava com três yojimbo para sua proteção. Sua esperteza e percepção aguçada o levaram à um comandante desprotegido. Ele sabia que aquela era a chance dele de fazer parte na batalha, e setá-la para a armadilha que estava por vir.
Saber que Naganori estava por perto, tranquilizava um pouco a mente instável do Soshi.
O shugenja chamou seus guarda-costas e indicou o caminho, invocou o poder dos kami do ar para que eles se formassem numa yari. Jin agradeceu o favor e prometeu honrá-los de novo mais tarde. O som de ferro quebrando armaduras e a visão de membros arrancados não eram tão comuns para ele, que costuma estudar nas torres Soshi ou caminhar silenciosamente pelas cortes, mas isso não o impediria de lutar bravamente!
“Cumprimente seus ancestrais com tanto louvor quanto o fazes aqui em Ningen-do” Jin chamou a atenção do comandante.
“Um shugenja? Isso vai ser muito fácil!” O bushi caçoou de Jin e rugiu alto antes de pular no oponente com muita garra. Os yojimbo focaram primariamente em ameaças próximas, deixando o shugenja à sós com o oponente escolhido. O combate foi feroz, o Soshi se revelou um exímio combatente com a yari, o que pasmou o oponente que mal conseguia se aproximar para arrematar um bom ataque.
As técnicas de batalha não eram o forte dos Soshi, e Jin logo teve seus músculos cansados pelos movimentos de combate. O inimigo percebeu a vantagem e arrancou de seu ponto para encontrar uma brecha na defesa do shugenja e mostrar a ferocidade dos bushi do Leão; a chance apareceu e ele logo concluiu um ataque demolidor, que rasgou a pele de Jin com a mesma facilidade com que rasgou seu kimono.
Jogado ao chão e sangrando, o Soshi viu seu futuro e seu grande destino serem arrancados de suas mãos; sabia que se não fizesse alguma coisa, o kharma viria para buscá-lo, finalmente. A simples visão de morrer numa batalha sem alcançar nenhum grande provimento ao clã, sem mostrar sua superioridade em relação ao seu irmão não o agradava; sentiu seu corpo regenerado pelo espaço de uma respiração, talvez esse seja o elemento desconhecido do void circulando seu corpo e suas veias. Ele estava pronto pra reagir, usou sua yari como suporte e empurrou-a contra o chão levantando-se num movimento escultural, o que espantou o Leão. De seus três yojimbo, apenas um sobrou e este veio à seu resgate, mas Soshi Jin recusou e avançou contra o oponente rasgando-lhe do ombro ao quadril, quase partindo-o em dois. As últimas palavras do oponente eram quase inaudíveis, mas o elemento do ar é a especialidade de Jin, e um sorriso brilhou em seu rosto ao entender o abismado oponente sussurrar “Impressionante”.
Matsu Youko lutava com a mesma facilidade com que respirava. Após vários dias naqueles locais fechados e cheios de courtier, ela finalmente estava onde queria, o local onde ela nasceu para estar. Quando se lembrava desses últimos dias e de Toshi Ranbo, o maior combustível de sua fúria era Bayushi Kurumi – uma pena para os escorpiões que cruzavam o caminho da berserker.
Num raro momento de clareza, Youko avistou um inimigo ferido; era um bushi da escola Bitter Lies – guerreiros que lutavam com métodos tão inortodoxos que até alguns Scorpion se surpreendiam – que ela tinha visto arrancar a cabeça de uma companheira de irmandade um pouco antes. Ficou propensa em agir em defesa do inimigo, liderada pelo bushido, mas pensar naquele lugar era pedir para morrer. Youko atacou o oponente caído, ele era um covarde afinal de contas, e regou o chão com o sangue do inimigo. O rosto estava pintado de vermelho e a respiração ofegante. Um golpe de misericórdia e estava terminado.
O ronin Naganori, por sua vez, era um homem mais ligado à sua honra e menos dirigido pelo combate. Ao ter uma oportunidade semelhante, optou por resgatar o oponente que poderia se tornar um refém valioso. Sua utilidade no campo de batalha era limitada, mas sabia que pequenos atos de honra eram tão importantes na batalha quanto os rasgos mortais da katana de um bushi.
No momento mais inesperado, uma segunda armada liderada por Bayushi Paneki composta quase que exclusivamente por cavalaria pesada e por uma unidade composta apenas pela famigerada escola de Scorpion Claws – unidades exclusivas, especializadas em eliminar um alvo em particular com muita eficiência.
A maré de batalha começava a mudar. Os Scorpion Claws espalhavam-se pelo campo de batalha, ignorando todos os Leões que não eram seus alvos legítimos, evitando ao máximo o atrito. A cavalaria pesada protegia os assassinos. Akodo Shigetoshi viu uma chance de glória. Vestiu sua armadura dourada com rapidez e pulou para o campo de batalha, à pé.
Paneki, já previa o avanço do campeão do Leão. O Daimyo do Scorpion queria eliminar Shigetoshi já na primeira oportunidade para terminar a guerra o mais rápido possível. Quando a guarda pessoal de Shigetoshi começou à cair, um à um, devido aos ataques mortais dos Scorpion Claws, o campeão se viu no meio da batalha sem nenhuma proteção. Suou frio.
Bayushi Yousui, Taisa da Quarta Legião, definiu o momento e avançou em direção ao general do Leão. Suas técnicas que eram anormais para os padrões samurai, e por ser notório por sua sorte, Yousui pulou do cavalo em direção de Shigetoshi, que alocou sua arma entreposta os dois corpos, achando que viria um golpe por cima, mas o guerreiro Bitter Lies parou à um metro de distância, abaixou seu corpo com um joelho no chão, chutou o tornozelo do Campeão e levantou sua wakizashi num movimento muito rápido rasgando o punho do oponente, que largou sua katana no chão.
“Raios! Artimanhas desonrosas. Já devia ter previsto isso!” Shigetoshi exclamava no chão.
Yousui não falou nada, pulou em cima do seu oponente, que não permitiu a investida, colocou os dois pés no peito do Bayushi e o jogou à uma distância suficiente para que ele pudesse se levantar e retirar sua wakizashi.
“Os poucos dias que passei nas terras do Dragão não foram em vão.” Shigetoshi ainda nervoso, relembra daquele tempo.
Os dois guerreiros se olharam por um tempo, focando em seu objetivo de eliminar a ameaça iminente. Yousui colocou dois dedos na boca e fez um barulho muito curioso. A montaria do Escorpião veio com toda a força, por detrás do Leão que não entendeu aquele som. Na hora que ele virou e percebeu seu erro, era tarde. O cavalo atropelou o Daimyo dos Akodo que caiu no chão, inefetivo. Yousui viu que era o momento certo para acabar com aquilo e reter toda a glória para o seu Clã.
Bayushi Paneki, no outro lado do campo de batalha, não pretendia entrar em combate, não fosse um leão, provavelmente berserker que invadiu as reservas da armada do Daimyo e durou menos de cinco segundos no campo de visão de Paneki, que arrancou a cabeça do oponente em apenas um movimento. Esse era o único imprevisto nos planos do Campeão, só esperava a volta de Yousui para retirar suas armadas.
Matsu Youko que costumeiramente não cansava de abater inimigos, já sentia o peso da lâmina balanceada. A sorte sorriu para a berserker, que avistou um comandante inimigo desprotegido. O kharma viria buscá o bushi naquele dia, e Youko ajudaria a encontrá-lo.
O campo de batalha não era local de muita comunicação, mas ao encontrar um de seus comandantes apontando o tessen para aquele mesmo comandante, sentiu-se revigorada. Estaria obedecendo uma ordem superior, honrando sua família diante dos Akodo e seria um ponto integrante da vitória dos Leão naquele dia.
Bayushi Nissho, comandante de uma pequena unidade estava um pouco ferido com a batalha, mas decidiu permanecer até o final. Talvez aquele tenha sido o maior erro de sua curta vida! Quando Matsu Youko avançou por sobre seu corpo, Nissho teve pouco tempo para reagir; conseguiu atacar a Matsu, mas com pouco efeito – um pequeno corte superior à bacia.
Youko, não deu chances ao oponente, se ele não tinha condições de lutar, que não viesse lutar contra o poderoso Clã do Leão. Avançou ignorando sua auto-preservação, Nissho sentiu como se tivesse sendo literalmente atacado por um leão, a luta durou poucos momentos.
Do outro lado, Soshi Jin viu que seu general estava desguarnecido e correu para protegê-lo. Bayushi Norachai teria reverenciado seu mais novo protetor, se esse fosse o local apropriado. Jin continuou a segui-lo até o final da batalha, esse é seu novo dever.
Finalmente, o campeão Bayushi decidiu avançar com sua guarda real e decidir a batalha. A armada do Leão, que era superior numericamente, foi sobrepujada pela tática audaz de Paneki. Durante o ataque do campeão, Shigetoshi se viu na obrigação de recuar e dar o terreno para o oponente, mas sem demonstrar covardia. O ímpeto de atacar um clã supostamente inferior militarmente e ser obliterado era suficiente para manchar a glória de Shigetoshi na primeira batalha dele como Campeão do Clã.
O general Akodo correu para seu ponto inicial e urrou de lá para seus comandantes, utilizando seu tessen como sinalizador de debandagem. “Chamem todos os samurai de volta. Ordenem que os Kitsu corram até aquela companhia e curem os samurai que lá estão. Todos os ashigaru deverão continuar em combate para garantir a nossa partida segura!”. Curiosamente, a companhia que foi alvo dos shugenja do Leão, era a mesma que Matsu Youko se encontrava.

***** Toshi Ranbo, Cortes Imperiais, 1169 – 1º dia do mês do Dragão, hora de Doji.
Uma horas após a conclusão da primeira batalha, onde Bayushi Paneki saiu vitorioso sobre um dos maiores táticos vivos de Rokugan, Ikoma Otemi e seu campeão, Akodo Shigetoshi, a corte imperial era inundada de novas informações.
Bayushi Kuraku estava presente, aquele era seu terreno de glória. Ainda estava com seu orgulho ferido desde a noite em que foi intimidado por Matsu Youko, uma mulher arrogante e deseducada. Enquanto ela estava no campo de batalha, não havia perigo em procurar por rumores sobre a Matsu.
Poucos voltaram da batalha, a maioria continuou no local para firmar território, o que seria contestado por mais um ou dois dias pelo oponente. Soshi Jin, não queria voltar pra casa e não poderia voltar para Toshi Ranbo, já que a corte ficava do outro lado de Rokugan, e teria que passar por dentro das terras do Leão para chegar – o que não era sensato.
Kuraku passaria o dia todo atrás de comentários e segredos do novo alvo de suas maquinações, ela se tornou seu novo foco.

***** Província de Yama, 1169 – 2º dia do mês do Dragão, hora de Shiba. Lado Escorpião.
“Paneki-sama” ajoelhou-se Shosuro Aroru reverenciando o campeão.
Bayushi Paneki permitiu que o shinobi falasse.
“Trago informações das células enviadas ao acampamento inimigo.” pausou por um instante para lembrar da informação com exatidão “A sabotagem da alimentação e do transporte inimigo foram bem sucedidas, mas um shinobi inexperiente foi pego enquanto armava umas armadilhas de som, para interromper o sono do Leão.”
O campeão ficou chocado com um erro tão infantil, mas não falou nada, esperando que Aroru mostrasse que já havia pensado numa solução.
A solução veio “Encontramos o local onde ele está sendo mantido. É uma cabana como as outras, para não levantar atenção, mas por dentro ela é guardada por um punhado de Leão.” disse Aroru com a cabeça levantada. “Um punhado? Quero um número exato, Aroru-san.” Paneki intimidou seu servo. “Eu não pude chegar muito perto, mas identifiquei pelo menos três sombras de bushi e um shugenja, que não utilizava sua daisho nem armadura.”
Paneki sinalizou que o Shosuro saísse para que ele pudesse pensar numa solução. Se o shinobi fosse levado ao Imperador, este poderia interromper a guerra e declarar o Leão como vencedor. Na verdade, esse não é o problema, mas Bayushi Paneki não poderia permitir que esse conflito acabasse antes de seus planos serem concluídos.
“Me tragam Bayushi Yumita. As habilidades dele serão necessárias em um momento muito breve.”
Servos que estavam dentre as sombras, saíam da tenda do Escorpião em direção à Shiro no Shosuro, onde Yumita administra um pequeno dojo.

***** Shiro no Shosuro, 1169 – 2º dia do mês do Dragão, hora de Bayushi.
Naganori, o mais novo ronin de Rokugan espera ansiosamente por seu novo aliado, Susumu, um courtier misterioso.
O duelista andava pela cidade, conhecendo novos lugares, o sol ainda não se punha, e o local era agradável e quase o faz esquecer que é uma cidade dominada pelo Escorpião.
Alguns courtier andam pela cidade e é bom que não encontre ninguém que ele conheceu na última corte, se não, ele pode acabar perdendo a razão e alguém perdendo a cabeça.
Achou uma casa de sakê e ia entrando quando ouviu algo.
“Naganori-san. Venha comigo” Uma voz feminina sutil entra no pé de seu ouvido. “Não olhe para trás, apenas espere um pouco e entre nesse beco.”
O duelista quase que reconhecia a voz e confiou. Aguardou um momento, entrou na casa, pediu um pouco de sakê e seguiu para o beco. Lá encontrou Yoritomo Kumiko e dois outros homens, provavelmente ronin.
“Temos um pequeno problema. Na verdade, um grande problema.” Kumiko falou baixo, colocando seu queixo no peito. “E o problema é você, Naganori-san.”
Naganori se assustou, mas manteve a pose.
“Hm, por que?”
Os outros dois ronin se aproximam num modo ameaçador.
“Você foi infectado. Foi maculado.” o susto era grande, e Kumiko decidiu continuar do mesmo modo “Dentro de seu corpo, está crescendo à cada minuto um pedaço da Shadowlands. Um pouco da maldade de Fu Leng e um pequeno pedaço de Tengoku.”
Naganori caiu ao chão. Seu mundo caía junto.
“Nós temos a salvação. Nós somos os Unbroken.”

***** Província de Yama, 1169 – 2º dia do mês do Dragão, hora de Shinjo. Lado Leão.
“Isso é ridículo! Como podemos ter perdido uma batalha para aquele clã que desconsidera totalmente o Bushido!? Nós demos um vértice para que eles nos apontem nas cortes até Toshi no Ichi (Festival de final de Ano).” Akodo Shigetoshi amaldiçoava. “Otemi-san, como fomos cair numa cilada tão previsível?”.
Otemi não falava. Sabia que suas palavras seriam levadas embora pelos kami do vento, por que Shigetoshi não tomaria conhecimento da sabedoria do tático naquele momento.
Nesse dia, alguns pequenos conflitos aconteceriam nas bordas entre os dois acampamentos, mas nada que necessitasse da presença dos dois campeões, que descansavam em suas respectivas tendas, cada um em seu lado.

***** Província de Yama, 1169 – 3º dia do mês do Dragão, hora de Hantei. Lado Leão.
A manhã era muito bonita, uma leve brisa aclimatava aqueles que acordavam cedo para prepararem seus kata ou suas táticas para o combate importante que haveria nesse dia. Shigetoshi e Otemi estavam na tenda principal, arranjando as estratégias.
“Precisamos atacar cedo, os scouts do Mantis que contratamos nos comunicaram que eles não esperam nosso ataque!” Ikoma Otemi revela para Akodo Shigetoshi uma oportunidade irresistível.
“Vamos esmagar esses párias do bushido!” respondeu, reformando seu punho contra a mesa. Seu corpo revigorava com o cheiro da manhã e a expectativa do sucesso.

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Nota: Deixei alguns fatos de fora, como o pequeno acontecimento com Takamasa, o duelista maluco por questões de efetividade na história.

Matsu Youko:
Honra: 0.0
Glória: +0.4
Status: 0.0
XP: 5 de Experiência
Vantagens: 0 ponto.
Desvantagens: 0 ponto.

Seppun Naganori:
(Naganori, o Ronin)
Honra: -1.0
Glória: +0.2 (-1.0 “Ronin”)
Status: Setado à “-”.
// Ronin não tem Status.
XP: 4 de Experiência.
Vantagens: 3 pontos.
Desvantagens: 3 pontos.

Soshi Jin:
Honra: 0.0
Glória: +1.2
Status: 0.0
XP: 5 de Experiência
Vantagens: 0 ponto.
Desvantagens: 0 ponto.

Bayushi Kuraku:
Honra: 0.0
Glória: +0.2
Status: 0.0
XP: 4 de Experiência
Vantagens: 0 ponto.
Desvantagens: 0 ponto.

Shosuro Hotaku:
(Shinobi – João)
Honra: -
Glória: -
Status: -
XP: -
Vantagens: -
Desvantagens: -

Personagens:

Extra (Promo):

[L5R-RPG] Fiction, Parte III

•Setembro 8, 2009 • Deixe um comentário

A Primeira Queda,
a Primeira Ascenção
(Parte III)

***** Docas do Mantis na costa do continente de Rokugan, 1169 – 18º dia do mês da Lebre.
Aproximando o kobune das docas, o Seppun, já um pouco melhor de seus ferimentos, percebeu alarde e muita confusão. Analisando a situação mais detalhadamente, viu que aquela confusão era sua amiga Matsu Youko brigando com alguns locais:
“Onde ele tá? Eu sei que tu sabe! Onde levaram Naganori-kun?”
“Não sei, Leão-sama! Não sei nem quem ele é!”
Youko não estava feliz com a falta de conhecimento daquela trupe e batia neles até que alguém soltasse uma resposta que a agradasse.
“Youko?”
“NAGANORI!” Gritou com um pouco de excitação denotada em sua voz, mas logo se fez inócua “Hmpf. Naganori, você está bem, afinal.”
O duelista desceu do barco, agradecendo seus novos alidaos e seguiu em direção à Leoa, na intenção de contar tudo que havia acontecido. Após os esclarecimentos, ambos estavam à par do que o outro sabia e decidiram marchar para o palácio Imperial em Toshi Ranbo.

***** Toshi Ranbo wo Shiten Regisaho, Capital Imperial, 1169 – 19º dia do mês da Lebre.
Um dia de viagem entre a costa e a capital imperial de Rokugan. O ar entre os dois Samurai era tão tenso quanto aconchegante. Eles não sabiam se deviam se tratar por métodos mais íntimos ou o modo formal. Seppun Naganori sabia que o Decreto Imperial que seu amado senhor havia declarado no seu primeiro dia de viagem ainda valia, então preferia não ceder aos desejos da carne.
Era de manhã quando eles finalmente chegaram em Toshi Ranbo, as ruas lotadas de comerciantes heimin e até alguns Yasuki – a família que trata comércio como uma arte.
Apesar de Toshi Ranbo ainda não ter o tamanho que Otosan Uchi – a capital anterior, previamente à ser queimada – teve nos seus tempos áureos, estava crescendo com uma velocidade incrível, ainda assim, aqueles mais acostumados com o local, sabiam que havia gente demais ali. Naganori logo desconfiou. Corte Imperial!! Restava ali a chance de ter os criminosos relacionados com seu sequestro no fio da katana.
“Seppun Naganori, Duelista Imperial. Desejo uma sessão com o Imperador Toturi III.” citava sua classe enquanto passava pelas portas do Palácio Imperial, que ficavam mais fortemente guardadas pela segurança à medida que progredia.
Após alguins instantes o duelista foi chamado para a corte imperial.
“Imperador-sama, venho até o Filho dos Céus para agradecê-lo por me permitir viver para servi-lo.” Naganori inicia a conversa agradecendo como manda a tradição.
“Muito bem. Naganori, por que necessitas de um momento na minha presença?” – perguntou o Imperador, com seu tom sempre eloquente.
“Na verdade, meu senhor, além de sua presença ser sempre agradável à qualquer um, eu estou aqui para anunciar que haverá uma guerra entre o Leão e o Escorpião, com ajuda do Clã do Crab. Achei que seria importante avisar ant…”
Toturi III virou com seu ímpeto característico:
“RAIOS! ENTÃO VOCÊS SÃO OS RESPONSÁVEIS PELA BRIGUINHA QUE CHEGOU AOS MEUS OUVIDOS!?”
Quase que imediatamente, apesar do medo, o duelista respondeu:
“Não, Imperador-sama, a verdade é que Matsu Youko estava presente e a guerra foi declarada legalmente pelo campeão Akodo Shigetoshi.”
“Impossível! Já informei alguns ícones do Império que eu gostaria de ter uma conversa com eles. Em breve eles estarão aqui. MAS VOCÊS! Vocês estão presos! Seppun Yahime, Seppun Tsuyochi: Levem esses dois.”
Como se fosse um ensaio, Akodo Shigetoshi irrompeu a porta e entrou com outros dois Leões: Ikoma Otemi, ex-Campeão Interino e Kitsu Ineko, uma Lion treinada nas artes da magia de conjuração.
Logo após essa entrada brusca e trinfual, as atenções se voltaram para a graça e leveza de Doji Kurohito e seus longos cabelos brancos, acompanhado de Doji Ayano e Kakita Mokuuna – ambos courtiers.
“Vejo que não fui o único à ser chamado. Não havia necessidade de trazer nenhum membro do Clã da Garça na minha presença, entretanto.
“Não viria se soubesse que minha beleza estaria sendo desgastada por suas palavras de baixa desenvoltura. Tal como sua armadura.”
Os ânimos acendiam, quando, mais uma trupe chegava. Dessa vez, o chão tremia na presença dos maiores guerreiros vivos: Hida Kuon, Campeão do Clã do Crab; Hida Benjiro, meio-irmão de Hida Kuon e comandante da Tropa de Elite dos Hida; Hida O-Ushi, o único ser à derrubar Hida Kuon num combate desarmado e, esposa dele.
“Mas o quê? Doji? Isso é um concurso ikebana* ou uma reunião?” *(Ikebana é uma competição de arranjo de flores)
Com um leve sorriso na cara, Mokuuna comenta:
“Adquiriu esse humor enquanto a parede caía, naquele ‘veeeelho’ episódio na Kaiu Kabe?”
Hida Kuon olhou para o pequeno Kakita, que ao perceber seu erro, se escondeu covardemente atrás do Campeão Kurohito. Hida O-Ushi ria deliberadamente para aumentar a desgraça do pequeno Crane.
“Não é interessante saber que os Crane estão dissuadindo um dos maiores guerreiros que já andou pela extensão de Rokugan à acreditar que a verdade mora nas cortes azuis-celestes? Pena que um simples olhar acaba revelando a verdade… Intrigante.” Uma voz surgia pelo corredor escuro que levava à porta. Era Bayushi Paneki. “Este é Yogo Koji, Daimyo dos Yogo e ao seu lado, um dos seus mais gentis servos, Yogo Honami.”
Era conhecido por muitos, que Honami não era tão gentil quanto seu mestre pensava; ou ele apenas falava isso para manter as aparências da shugenja que voltou da terra dos mortos pelo Oblivian’s Gate (Portão do Oblívio).
Quando tudo parecia levar à um evento destrutivo, o descendente dos céus interviu:
“Essa conversa não é necessária.” colocou-se no meio de todos. “O fato é que, chegou aos meus ouvidos que você” apontou seu dedo de modo ameaçador para Shigetoshi “declarou guerra contra o Scorpion e que Hida Benjiro decidiu apoiá-lo. Estou certo?”
Hida Benjiro sabia que não devia falar, aquele momento era exclusivo ao Imperador e aos campeões. Quando o momento viesse, ele conseguiria se expressar, mas não agora.
“Sezaru-sama, é uma honra poder ver que meu senhor está bem mais uma vez e que minhas armadas estacionadas em Toshi Ranbo estão fazendo um trabalho magnífico na segurança Imperial. Sim, é verdade, declarei guerra. Yogo Koji assassinou, sem escrúpulos, um membro do Crab! Meus hom…”
“Com toda sua honra, ainda tem coragem de blasfemar na frente de um escolhido pelos Kami?” O Campeão Hida Kuon, enfurecido colocou-se à frente do pequeno e voraz Leão.
“Eu tenho que dar razão à Kuon, Akodo. Há algum modo de provar o que dizes?” O Imperador decidiu que era hora de mediar o confronto.
Yogo Koji, com toda sua sagacidade e experiência achou prudente falar naquele momento “Err. Pelo intermédio de meu lorde, Bayushi Paneki, eu vim acompanhá-lo já que eu matei aquele Crab trespassador.”
Todos na sala olharam ultrajados para o shugenja, que nem se quer demonstrou uma mudança de emoções ou mexeu um músculo. Ele esperou pelo momento exato de continuar.
“É importante, no caso, citar que além daquele guerreiro intimidador, Benjiro-sama e Youko-san também passaram para o território de meu lorde sem os papéis adequados. Eu utilizei-me da energia dos kami canalizada por mim apenas naquele primeiro, já que ele me ameaçou. Não sou à favor da morte de samurai, por isso, poupei os outros dois criminosos.”
As palavras de Koji eram como veneno para a honra de Youko e Benjiro, que baixaram a cabeça em denotação de seus erros. Mais uma vez, o Clã do Escorpião provou que Bayushi Maru estava certa quando disse que “Sem dúvida você ouviu histórias sobre o Escorpião. Dizem que o caminho do Escorpião é o caminho das mentiras – mas isso é uma mentira… Um Escorpião esperto não precisa mentir, quando a verdade machuca seu inimigo muito mais”.
Como ninguém mais falou sobre o assunto, o Imperador Toturi III deu como terminado e decidiu que aceitaria a guerra entre os Leões e os Escorpiões.
“Eu não presento minha aliança à Akodo Shigetoshi. A honra não deve ser usado como faceta para a guerra.” Hida Kuon deixou claro sua neutralidade. No entanto, seu comandante e meio-irmão deferiu sua aliança: “Após ter acordado com meu Lorde, declaro que minha armada estará à disposição de Matsu Youko, e apenas à ela.”
Matsu Youko esboçou um ponto de felicidade… Que desapareceu no momento seguinte:
“As terras Daidoji ao longo da costa estavam sendo atacadas por uma força extra-rokugani, talvez o Reino do Bronze, não sei ao certo; mas com a ajuda das Matsu Beastmaster e os Heavy Regular do Leão, estavamos conseguindo extirpar o problema com facilidade.” Shigetoshi entendeu o seu erro, mas não falou nada. “Conseguimos repelir as armadas adversárias graças à alguns favores que cobramos, mas isso custou muito caro!”
Muita tensão naquele momento para o final do discurso de Kurohito:
“Declaro aliança… Ao Escorpião.”
A aliança Garça-Escorpião estava formada. Se esses dois clãs ganharem a guerra, o Clã do Leão estará em muito perigo dentro da corte; Akodo Shigetoshi corre o risco de perder o seu nome!
“Muito bem.” Palavras simples, mas Paneki não tinha tempo de discursar, sua cabeça já montara diversos planos e maquinagens para começar a explorar as fraquezas inimigas.
“Como teremos a corte Imperial pelos próximos dois dias. Declaro que a Guerra Lion-Scorpion só começará no final das festividades, no primeiro dia do Dragão!” Estavam no dia 19º do mês da Lebre, faltavam então faltavam 9 dias. Eram aproximadamente 108 horas* para começar a guerra. *(Uma hora Rokugani equivale à 2 horas)
Todos estavam de acordo, e na ordem oposta à qual chegaram, os campeões e seus seguidores também deixaram o local. Toturi III fez um sinal aos seus guardas, permitindo Naganori e Youko se levantarem e irem embora. Nenhum dos dois abriu a boca. Ambos declinaram-se profundamente em direção ao Imperador, que retribuiu o decoro.

***** Toshi Ranbo wo Shiten Regisaho, Cortes Imperiais, 1169 – 19º dia do mês da Lebre.
Matsu Youko está pela primeira vez em sua vida no único campo de batalha que ela não conhece: As perigosas cortes imperiais. Os lugares onde os Escorpiões e as Garças fazem seu trabalho. Batalhas são travadas sem nenhuma gota de sangue ser derramada. Aparentemente, ela está segura, mas enquanto Matsu gosta de se arriscar em batalhas onde sua vida fica por um fio, o maior perigo das cortes é que a perda pode ser muito maior: Sua honra, e a de seus ancestrais!
No caso de Naganori, sua experiência já não o deixa tão nervoso. Os sussurros venenosos e insultos afiados faziam parte do seu treinamento no Dojo da Família Seppun. Naganori então, chamou Youko e levou-a à seu quarto para que eles retirassem suas armaduras e se preparassem pra longa noite que estava ainda por vir.
Soshi Jin, um shugenja especializado na magia da sutileza dos kami do ar, ainda inexperiente na corte, achou que seria prudente escutar todos os quartos do recinto, mais especificamente, aquele para o qual Naganori se dirigiu. Afinal de contas, esse é o modo mais fácil de adquirir as informações: Quando as pessoas entregam-te de bandeja. Uma indicação leve com as suas mãos e um pequeno toque na testa sinalizava aos kami o local desejado – só restava esperar.
O courtier mais temido no local, Bayushi Kuraku, estava analisando todas possibilidades de chantagem e fraquezas de seus oponentes. Ele sabia que essas poucas horas se mostrariam muito úteis para o Clã do Escorpião, já que ele contava com suporte de um shugenja da família Soshi e com os últimos tropeços de um duelista e sua companheira berserker.
Já no quarto, Naganori permitiu que Youko tirasse sua armadura antes dele, e saía do quarto como demonstração de sua educação imperial…
“Tu pode ficar, Naganori-kun.”
A surpresa foi aparente nos seus olhos “Ãhn, nã-não… Youko-chan, é melhor eu esperar lá fora mesmo.” Seu dever imposto pelo Imperador reverberava em sua cabeça.
“Tudo bem, mas eu gostaria que tu pudesse ficar.” complementou a Matsu, insistindo educadamente.
Naganori não respondeu, apenas olhou para baixo com pesar e se retirou do quarto. O decoro se repetiu quando ele foi tirar sua armadura, mas, Matsu Youko decidiu que iria revelar seus sentimentos para o duelista, finalmente.
“Naganori-kun, gostaria de te falar uma coisa, um pouco pessoal.”
“Claro, Youko-chan. Pode falar” respondeu imaginando já do que se tratava.
A respiração de ambos mostrava-se aparente e acelerada. Aquele nervosismo costumeiro tomou conta de ambos corpos, e finalmente ela disse:
“Eu tenho sentimentos por ti, Naganori-kun.”
Apesar do espanto, a resposta foi equivalente: “Eu também, Youko-chan.” seu braço começando a envolver a menina num abraço quente.
O shugenja Jin, que estava escutando tudo através dos Sussuros no Vento (Spell: “Whispers on the Wind”), ficou abismado com a declaração aberta. No mesmo momento, invocou seu companheiro Bayushi e dividiu os fatos. Decidiram agir, e rápido. Por sorte, chegava na corte uma pequena caravana com Bayushi Kurumi, uma sedutora e promissora courtier do clã. Nada poderia ser mais útil do que acabar com aquele momento infâme.
“Kurumi-san, que bom poder admirar sua beleza por esta noite.” Disse Bayushi Kuraku em voz alta, como se anunciasse a chegada da moça.
“Replico o elogio, Kuraku-san. Me deixe à par do que andou acontecendo, por favor.” No espaço de um respiro “Hai! Temos muito que conversar. Jin-san, acompanhe-nos, por favor.”
Doji Ayano, grande inimiga de Kurumi por ter estragado sua festa durante a infância sentiu-se infurecida ao ver a Scorpion presente nessa data. Levantou-se delicadamente apesar de sua raiva, com sua beleza e ar de inocência se despediu dos seus colegas e indicou para Doji Aihime, outra courtier que estava num grupo ao lado, que ela estava de saída.
“Aihime-san. Aquela monstruosidade com aquele vestido escandaloso acabou de aparecer na corte! Hoje será o dia de minha vingança.”
Aihime se assustou ao ver sua amiga de infância com raiva em sua face pela segunda vez – a primeira vez, Kurumi também estava presente. “Mas o que faremos, Ayano-san?”
A outra courtier virou seu rosto em direção à uma escada que levava aos aposentos imperiais, sorriu levemente e andou.

***** Toshi Ranbo wo Shiten Regisaho, Aposentos Imperiais de Seppun Naganori, 1169 – 19º dia do mês da Lebre.
Tudo à volta de Naganori e Youko parecia estar estagnado no tempo enquanto os dois aproveitavam aquele abraço, aquele momento ao máximo que eles podiam. Apesar de não entenderem, desconfiavam que a guerra guardava momentos horríveis para os dois.
Do Paraíso Celestial para Jigoku em três segundos, quando uma batida em sua porta atrapalhou sua atenção. Os dois, ainda envergonhados com as declarações mútuas separaram seus corpos com um detalhe de tristeza e ainda assim, sorriram.
“Naganori-kun?” Uma voz doce e melódica acompanhou a abertura da porta, diante do Seppun. “Eu sou Bayushi Kurumi, gostaria de um minutinho da sua atenção. Ouvi comentários de seus gloriosos atos.”
Matsu Youko fitou os olhos de Kurumi com a fúria de seus ancestrais, apenas para se deparar com as vestimentas – ou a falta – escandalosas da Scorpion. A Lioness esperava que Naganori recusasse, para que pudessem passar o pouco tempo que lhes restava, juntos.
“Mas-mas é claro! Youko-chan, dê-nos um minuto, por favor?” antes mesmo de conseguir terminar a frase, a Leoa já estava à metros de distância dos dois, enfurecida!
Kurumi foi entrando e fechou a porta, analisando o quarto em que entrava com seus olhos cor-de-amêndoas. As artes sedutórias da Bayushi estavam sendo preparadas, aos poucos, para arrancar informações valiosas do Seppun. Enquanto isso, em outro lugar, na cortes secundárias, Bayushi Kuraku e Soshi Jin estavam se preparando para cilada na berserker.

***** Toshi Ranbo wo Shiten Regisaho, Cortes Imperiais, 1169 – 19º dia do mês da Lebre.
Tudo à volta de Naganori e Youko parecia estar estagnado
“Maldição. Aquela mulher me paga. Não se brinca com Youko e sai impune.” Ela esbravejava enquanto olhava para o chão, sem perceber o courtier que estava-a esperando numa câmara secundária da corte. “Precisamos conversar, Youko-san.” Disse ele. Ela se assustou com a aproximação repentina do Bayushi, mas o acompanhou.
Ao chegarem, antes mesmo que ela pudesse se sentar nos aconchegantes cômodos do recinto, ele começou sua ameaça – infelizmente, ele começou cedo demais, sem antes preparar o terreno: “Matsu foi uma guerreira esplendorosa na sua época, principalmente por que colocou seu dever na frente de seu coração. Mesmo apaixonada por Akodo, um dos maiores guerreiros do seu tempo…” Youko o interrompe momentaneamente: “O maior.” – “Se o dizes… Mas continuando, mesmo apaixonada pelo Leão, Matsu mantia sua conduta sempre em favor do seu nome e de sua honra. Chegou à se casar com um dos seguidores de Akodo para não ser conhecida como ‘a esposa de Akodo’, se ela se casasse com o fundado do Clã.” Matsu Youko, apesar de não ter um intelecto muito avançado, percebeu do que se tratava, apenas estava confusa com o que podia ter aconteceido. “Então, Matsu Youko. Eu sei do seu pequeno segredinho. Eu sei o que acontece entre uma leoa e um crisãntemo.”
A Leoa que já estava com seus ânimos à flor da pele, rebelou-se e ignorou totalmente a intimidação do frágil courtier:
“É melhor não se meteres no meu caminho! Dentro de dois dias procurarei você no campo de batalha, se não estiveres por lá, sobreviverás! Mas se eu te encontrar, vou arrancar cada pedaço do teu corpo, fazendo com que não tenha possibilidade de se juntar aos teus ancestrais em Yomi, o Reino dos Ancestrais Abençoados.”
Aquelas palavras foram tão contundentes que o courtier arregalou os olhos por muito tempo, até mesmo depois da Matsu deixar o recinto.

***** Toshi Ranbo wo Shiten Regisaho, Aposentos Imperiais de Seppun Naganori, 1169 – 19º dia do mês da Lebre, últimas horas da noite.
Aquela mulher parecia um sonho, tudo que Naganori sempre esperou de uma mulher: Decência ao ponto de não ser uma santa, e atrevimento antes de ser desonrada. Além, é claro, de uma beleza angelical.
Kurumi sabia que agradava, isso só a fazia se sentir mais dominante naquele momento. O coração de Naganori era de outra, ela sabia – mas não era o coração dele que a Bayushi queria, pelo menos não agora.
As tentações da carne nunca foram um ensejo do duelista, mas todo esse temor de uma guerra iminente e a pressão de Toturi III para que ele se comportasse diante dos Leão, faziam com que ele ficasse muito feliz com aquele momento de paz.
A sedutora sabia que apenas mais alguns minutos e ela arrancaria qualquer informação que quisesse do duelista. Os ventos ainda sussurravam nos ouvidos de Soshi Jin, o que dava mais segurança para a courtier.
“Vamos olhar os duelos, Naganori? Teremos demonstrações de diversas competições, incluindo Iaijutsu e Kemari!”
Naganori que gostaria de socializar com os outros courtiers para saber o que Kurohito estava guardando, viu aquela oportunidade como uma situação de ampla vantagem: Continuar na saudável presença e companhia de Bayushi Kurumi e descobrir o segredo do Campeão da Garça.

***** Toshi Ranbo wo Shiten Regisaho, Cortes Imperiais 1169 – 19º dia do mês da Lebre, últimas horas da noite.
Doji Ayano e Doji Aihime apresentaram para Matsu Youko todos os fatos de uma possível aliança entre as três mulheres. Tudo parecia muito tentador para Matsu Youko, que conseguiria sua vingança sobre a dominatrix Bayushi Kurumi e teria seu amor de volta.
“Então, Youko-san, tudo que precisas fazer é invocá-la à um duelo!” Comentou uma das Doji.
“Mas e se ela escolher um duelo de raciocínio? O que eu devo fazer?”
“Já esperamos por isso, na verdade.” Uma pequena pausa antes de Ayano apresentar Kakita Chomei. “Esse é nosso experiente duelista… de Sadane. Um dos jogos preferidos de Kurumi.”
Matsu dá gargalhadas de felicidade e fecha o acordo. Ela teria que chamar Kurumi para um duelo, enquanto Doji Ayano assistia de camarote á derrota da sua nemesis.
Mais uma vez, a pureza da escola Doji Inocentes fez com que Ayano parecesse totalmente sincera em suas palavras, quando na verdade, ela sabia que isso traria muitos pesos para a honra e a glória da Matsu.
Pobre Matsu.

***** Toshi Ranbo wo Shiten Regisaho, Corte de Apresentações, 1169 – 19º dia do mês da Lebre, Hora de Hida.
Um aprendiz da Escola de Duelos Kakita se preparava em sua posição de duelo para mostrar que sua técnica era superior à de seu oponente, um viajante experiente na Escola Mirumoto de Duelos.
Momentos se passaram e nenhum dos dois mexeu um músculo sequer.
Os dois se encaravam firmemente, até que simultaneamente, os duelistas desfizeram suas poses, reverenciaram um ao outro e deixaram o tatame numa demonstração incrível de alta percepção de Iaijutsu.
O Clã do Dragão parecia estar em casa quando se tratava de apresentações. Apesar de não terem um tipo narcisista, eles gostavam de mostrar suas técnicas, sejam elas habilidades com a lâmina ou mesmo com a magia.
A apresentação seguinte era um taryu-jiai, duelo de demonstração de domínio dos kami, onde dois shugenja colocam-se em disputa para mostrar sua maior compreensão dos elementos. Sem que ninguém mais soubesse, esse evento continha algo à mais. Eram os irmãos gêmeos Tamori Sadaharu e Soshi Jin, separados na infância apesar de serem considerados sortudos pelo seus respectivos clãs. Desde sempre, esses dois homens costumam demonstrar a pureza e superação de cada um sobre o outro, hoje um dos dois saíria glorioso e o outro, com seu orgulho ferido.
O árbitro anunciava o início de alguns minutos de magia e ilusões, onde o limite era a imaginação de cada um.
“Me ajudem a mostrar a superioridade dos kami do ar!” Soshi pede que os elementos do vento o protejam enquanto ele coloca uma mempo, muito característico do seu clã.
Jin, representando sua afinidade com o vento, conversa com os elementos à sua volta numa língua desconhecida e invoca um pequeno tufão em direção ao seu oponente, sem a intenção de feri-lo. Os espectadores se surpreendem com a fantástica manipulação dos kami presentes.
Seu oponente – e irmão – admite a força do Scorpion, mas não recua, e prende as pernas do oponente num turbilhão de rochas que surge do chão de areia no tatame natural. Uma afronta aos poderes de seu adversário, mas nada desleal.
O Escorpião então, demonstra que sua inteligência não é limitada pelas quase infindáveis possibilidades apresentadas pela magia do ar e utiliza-se da mesma arma do irmão: As habilidades aleijantes dos kami da terra. Um urro, seguido por uma palmada no chão enrijecem – visivelmente – os músculos da perna de Sadaharu.
Os shugenja Isawa que estão na platéia começam os comentários sobre a sagacidade do Soshi.
Na sua vez, o Tamori senta e se entrelaça na famosa e misteriosa posição de Lotus.
Como Jin estava tão perto da vitória, se equivocou e invocou uma Yari utilizando a sua magia. Ele não esperava que, seu irmão preparava naquele momento uma Contra-Magia, acarretando a má formação da yari na mão de seu dono por direito, e alocando-a para a mão do Dragão.
Com este ato fantástico, a vitória é dada à Tamori Sadaharu; Soshi Jin vai até o centro do tatame, reverencia seu oponente, e atiça ainda mais a rivalidade:
“Dessa vez eu perdi. Mas não espere que irei facilitar da próxima vez.”
Como esperado de um membro do Clã do Dragão, Sadaharu responde brevemente “Veremos.”
Matsu Youko estava presente, e se preparou para invocar Bayushi Kurumi para um duelo. Bayushi Sihaken, um magistrado, percebeu que seu plano de manipulação sobre Seppun Naganori iria por água à baixo se isso ocorresse; então, correu até Soshi Jin – que acabara de perder um duelo importante – e Bayushi Kuraku, para que eles fizessem algo. Kuraku, que já conhecia o temperamento da berserker, esperou que essa voltasse para o lado de suas novas aliadas, e quando isso aconteceu, ele a pegou no meio do caminho, contato ocular e disse:
“Nesse duelo há coisas que você não pode entender, Matsu-chan. É melhor você desistir dessa idéia.”
“Nunca” respondeu ríspida e diretamente.
Tudo estava prestes á começar, e Kurumi parecia totalmente despreocupada com a situação. Durante o duelo, praticamente parecia que ela não se esforçava, alguns conjecturavam que era a confiança demasiada que ela tinha; a verdade é que ela só sairia vencedora daquele duelo, se perdesse. São os mistérios do clã Escorpião.

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Apartir de agora, dar informações de quaisquer modificações (XP, Honra, Glória, etc…) nas fichas apartir das fictions. Não precisam mais se preocupar em dar XP pros outros PC’s.

Matsu Youko:
Honra: -0.5
// -0.3 (Ser convencido a executar um ato tolo [Duelar sem permissão e por motivo fútil])
// -0.1 (Cometer uma pequena quebra de etiqueta [Aceitar um Campeão no Duelo, mesmo sendo bushi])
// -0.2 (Colocar seus objetivos pessoais na frente do seu dever)
// +0.1 (Colocou sua honra acima de seu sentimento[Quando não demonstrou abertamente a raiva que sentia quando Kurumi entrou no quarto])
Glória: +0.3
// +0.2 (Duelo com Bayushi Kurumi[Pts = Ranks de Glória do derrotado])
// +0.2 (Incrível demonstração de determinação)
// -0.1 (Indiferença [Perdeu on em público])
Status: 0.0
XP: 6 de Experiência
Vantagens: 2 pontos.
// Aliados (1/1: Doji Aihime)
Desvantagens: 3 pontos.
// True Love (Seppun Naganori)

Seppun Naganori:
Honra: -0.2
// -0.3 (Ser convencido a executar um ato tolo [Conversar com Kurumi e deixar Youko de lado])
// +0.1 (Demonstração de sentimentos abertamente à alguém)
Glória: 0.0
// 0.0 (Nada)
Status: 0.0
XP: 6 de Experiência.
Vantagens: 3 pontos.
// Kharmic Tie (Matsu Youko)
Desvantagens: 3 pontos.
// True Love (Matsu Youko)

Soshi Jin:
Honra: -0.1
// -0.1 (Deliberadamente enganar outrem)
// +0.1 (Aguentar um insulto à si [Seu irmão importunando-o com a vitória])
// -0.1 (Colocar seus objetivos pessoais na frente do seu dever)
Glória: -0.1
// -0.5 (Derrotado num Duelo [taryu-jiai])
// +0.4 (Completar uma Quest [Trap pra Matsu])
Status: 0.0
XP: 7 de Experiência
Vantagens: 0 ponto.
Desvantagens: 0 ponto.

Bayushi Kuraku:
Honra: +0.1
// -0.1 (Deliberadamente enganar outrem)
// +0.2 (Honrar as tradições do Clã)
Glória: +0.5
// +0.4 (Completar uma Quest [Trap pra Matsu])
// +0.1 (Ser publicamente bem sucedido numa intimidação na corte)
Status: 0.0
XP: 6 de Experiência
Vantagens: 0 ponto.
Desvantagens: 0 ponto.

Shosuro Hotaku:
Honra: -
Glória: -
Status: -
XP: -
Vantagens: -
Desvantagens: -

[L5R-RPG] Fiction, Parte II

•Agosto 31, 2009 • Deixe um comentário

A Primeira Queda,
a Primeira Ascenção
(Parte II)

***** Campos de Concentração na beira de Mura Sabishii Toshi, Enfermaria, 1169 – 16º dia do mês da Lebre.
Os dois guerreiros que brilharam na estréia mais comentada do Kumitae estavam agora, lado-a-lado, em seus respectivos leitos. Takamasa já estava acordado ao Naganori abrir seus olhos pela primeira vez depois de 48h desde a pancada, o que alegrou os Shugenja presentes.
- “Hida-san? Posso chamá-lo assim, certo?” considerou Naganori com um sorriso simples no rosto.
- “Sim, claro. Sem problemas, Seppun-san. Só não quero ficar muito tempo por aqui. Eu já estou bem. É característico do meu Clã, temos que morrer 4 vezes antes de percebermos isso.”
O duelista Imperial continuou sorrindo e concordou levemente com a cabeça. Conversaram um pouco, com o sempre presente goro na voz do Hida, sempre exaltando sua vitória.
Logo a paciência de Takamasa chegara à um final e este se levantou, agourando os curativos, enquanto Seppun Naganori se levantava com graça e se encaminhava para fora da tenda, liberando os dois guardas Imperiais. Ele iria se arrepender deste gesto mais tarde, quando um ashigaru ficou de guarda na entrada.
- “Uhm, maldição. Que que é isso?” uma leve picada cutucava seu pescoço. Ao retirar o empecilho, percebeu um dardo; envenenado.
A claridade do dia se esvaía enquanto o enorme Hida tentava continuar de pé, ao se dirigir à entrada, viu o ashigaru sendo derrubado com um só golpe, por um shinobi; Takamasa é derrubado pelo veneno e o pequeno infantaria caía por cima de sua barriga.
- “Guarde esse nome: Bayushi Moyotoshi. Será o último.” disse em voz alta e firme.
Para infelicidade do seu clã, Moyotoshi não fez o melhor trabalho possível, e apesar de rasgar a lateral do corpo de Hida Takamasa desde a cintura até o braço, o Crab ainda sobrevivia, por muito pouco, o que tornou difícil a releitura do local pelo shinobi. A pressa foi inimiga da perfeição, essa é uma lição que Moyotoshi vai ter que aprender se quiser continuar nesse trabalho.
Como ele estava numa tenda cercada de outras, todas contendo ashigaru ou Samurai do Leão, ele precisava sumir o mais rápido possível.
O exército de Akodo Shigetoshi, sem o comandante, estava reunido no centro do local, ouvindo as novas ordens para aqueles que iriam ser alocados às terras da Garça, para ajudarem na guerra contra os invasores do norte. Hida Benjiro que estava alocado numa tenda ali por perto, decidiu olhar como estava seu companheiro.
A surpresa foi triste e pesada.
Hida Takamasa estava morto, estatelado no chão.
Após a surpresa, veio a raiva e a fúria conhecida nos quatro cantos de Rokugan. Com sua mão pesada, Benjiro arranca um dos postes de sustentação da tenda, fazendo com que o tecido cai por cima dele e de seu companheiro. Ainda com a arma improvisada na mão, sai esbravejando:
- “Pelas Fortunas! Vocês são uns incompetentes! Que este Clã seja amaldiçoado!”
Matsu Youko, que estava por ali, sentiu uma raiva quase que incontrolável e não deixou barato:
- “CALE-SE! SEU BRUTO ESTÚPIDO!”
Os ânimos se elevavam, eram quase dois mil Samurai do lado de Youko e apenas Hida Benjiro do outro. A luta ainda estava equilibrada.
Por um flash de sorte, Youko viu um homem vestido estranhamente fora dos padrões locais, correndo em direção às terras dos Escorpiões e apontou.
Benjiro que já estava pronto pra esmagar alguém, saiu correndo e pegou Takamasa pelo ombro. Foi atrás do Shinobi, que ao perceber, aumentou a intensidade dos passos.

***** Keikai Torid-e, 1169 – 16º dia do mês da Lebre – Horário de Doji (2pm à 4pm).
Depois de quase vinte minutos de corrida, eles chegam perto de Kakasu Keikai Torid-e; uma torre de vigia antiga, que agora é habitada em sua maioria por Shugenja, utilizada no passado para vigiar a Passagem de Beiden (que desmoronou por causa de mágica e sabotagem para destruir as armadas espirituais de Hantei XVI, durante a Guerra dos Espíritos).
Como estava na frente, deu uma breve olhada para trás, analisando a distância entre ele e seus perseguidores, a esperança escapava pelos seus dedos quando percebeu que essa distância era menor entre os dois, do que entre ele e a torre de vigia… Ao olhar pra frente novamente, estava num local totalmente diferente, estava numa floresta de bambú com dois caminhos possíveis, um, com muita claridade e a torre ao final do caminho, bem visível, o outro lado levava à um caminho escuro e tortuoso. Ele escolheu o caminho claro. Escolha errada.
Os perseguidores pararam onde imaginavam que era a borda entre as terras do Leão e do Escorpião. Preferiram esperar um pouco até que Yogo Koji e Yogo Honami saem, pouco à pouco um atrás do outro, e se encaminham calmamente até os quase invasores.
- “Vocês sabem que a Lei Imperial me permite levar prisioneiro qualquer um que ameaçar as bordas do Clã. Certo?” Comentou sarcarsticamente Yogo Koji, o misterioso Daimyo do clã Yogo.
- “Estamos atrás de um homem esguio que veio correndo nessa direção, não queremos causar mais problemas nem perturbar o equilíbrio dos kami no local, Yogo-sama.” Benjiro tentou seguir a etiqueta ao máximo de sua capacidade.
Matsu Youko mal se segurava ao lado da montanha de músculos.
Yogo Honami olhava curiosamente para o esquadrão de Leão e seus mestres, Youko e Benjiro.

***** Cidade de Maemikake, 1169 – 16º dia do mês da Lebre, por volta do início da hora de Doji (2h30min).
Seppun Naganori andava lentamente em direção ao Kumitae, apenas para assistir, já que havia sido eliminado pelo seu mais novo companheiro Hida. Sua mente, porém, não aliviava nos pensamentos naquela Matsu que provavelmente salvou sua vida. Matsu Youko, isso. Este era o nome da brava mulher que ficou ao lado dele durante sua luta.
Logo, essa pureza de pensamento seria perturbada; um scout da família Ikoma chegava, correndo com toda suas forças, alcançou sua cavalgada para alarmá-lo:
- “Hida Takamasa foi assassinado! Precisamos de um representante Imperial no local. Um esquadrão do Clã, liderado por Hida Benjiro e Matsu Youko foi atrás do acusado, mas só você pode executar a sentença.”
Sem dar nenhuma resposta, seu queixo levanta ao horizonte e ele dá meia-volta, cavalgando o mais rápido que suas habilidades permitem. Logo ele chega no acampamento e recebe informações de para onde foram Youko e Benjiro.

***** Keikai Torid-e, 1169 – 16º dia do mês da Lebre – Horário de Doji (3pm).
O shinobi percebeu que aquele caminho não o levava à lugar algum, mas de volta ao início daquela ilusão; desta vez escolhe o caminho mais tortuoso… Ele errou de novo, mas é uma experiência que não irá sumir da sua mente tão cedo.
Enquanto isso, a discussão se acirrava. Yogo Koji nunca tirava seu sorriso sarcástico, apesar de já estar claramente enjoado daquela situação. Honami, aquela acompanhdo-o, decidiu voltar, e Koji o segui quando Seppun Naganori chegava.
- “Alto! Sou Seppun Naganori.”
Yogo Koji parou e lançou um breve movimento de lábios, quase imperceptível, depois apontou para o final da colina:
- “É por ele que estão procurando?”
Naganori se vira e diz que irá atrás daquele homem…
Finalmente, o shinobi percebeu que não iria atravessar aquela ilusão utilizando-se de tentativas, mas deveria ser sagaz e relembrar dos seus ensinamentos da escola Shosuro. Sentou, meditou por alguns momentos e percebeu a claridade. Deu meia volta e não escolheu nenhum caminho. O escorpião não sabe de tudo, mas tem que se adaptar, foi o que ele fez e aquela ilusão foi quebrada e ele estava ao lado da entrada da torre. Sua empolgação foi seu erro, mais uma vez, ele havia esquecido de continuar se escondendo (stealth).
Enquanto Naganori descia à toda velocidade, e Hida Takamasa era curado pelos Shugenja que tentavam dar motivos para os guerreiros forasteiros irem embora, este último olhou para a entrada da torre, vendo aquele que entrou na sua tenda, tentando matá-lo.
- “LÁ ESTÁ ELE.” Berrou Takamasa assim que seus ferimentos eram devidamente curados pela incrível mágica dos kami da água.
O Yogo sorri e diz que é apenas uma desilusão, já que ele estava cansado, mas nada poderia parar o nervoso Crab que se levantou e saiu correndo território à dentro.
Hida Benjiro e Matsu Youko olharam-se e seguiram seu amigo, mesmo sabendo que estavam fazendo coisa errada. Eles queriam resolver esse problema e só depois pagariam o seu devido preço.
- “É melhor vocês não continuarem, perdoarei-os caso voltem agora…” Tentou, mesmo que falho, Yogo Koji.
Incrivelmente, apesar de estarem andando vagarosamente, ambos Shugenja chegaram antes de Takamasa e avisou que ele seria morto se não fosse embora naquele momento. O bushi negou e tentou entrar.
- “Aqueles que perpetraram o território do Escorpião, serão ifundidos com o veneno da ferroada da cauda. Cuidado com as pinças, mas nunca se esqueça da cauda!” – Foi a última coisa que Hida Takamasa ouviria. Koji soletrou por uns instantes alguma prece aos kami do local, que o permitiu atirar um pequeno tufão em direção ao Crab. “Slayer’s Knives”, sussurrou brevemente a espírito Yogo Honami, uma courtier e shugenja do Escorpião.
Sua roupa foi estraçalhada e um instante, sua armadura não estava presente, o que facilitou a ação do Daimyo. Takamasa caiu imóvel, Matsu Youko estava paralisada com tal poderio, todo presente em um só homem que conseguiu fazer aquilo com um homem do tamanho de Takamasa em alguns segundos!
As últimas forças de Takamasa foram despendidas em função de salvar seus amigos “Fujam. Vocês não podem com eles. Não ainda!”.
- “Há. Finalmente um momento de clareza nessa mente perturbada.” Yogo Koji comentou o pedido do Crab.
Hida Benjiro colocou o seu colega nas costas, já morto, sem nenhum batimento cardíaco e o calor já quase imperceptível. Matsu Youko, mesmo com o medo dominando seu coração, não deixou isso transparecer:
- “Nós iremos voltar. Essa guerra está declarada! Malditos! Vocês estarão em breve sendo esmagados pelo vitorioso clã do Leão!”
- “Você só pode estar brincando. Voltem, e eu esmagarei-os debaixo de minhas sandálias.” – Yogo responde ríspido.
Matsu Youko se preparava para responder quando Benjiro, de luto, coloca a mão em seu ombro e sinalizava a despedida. Deveriam agora sair e preparar-se para a guerra que viria.

***** Algum lugar entre as Terras do Leão e da Garça, 1169 – 16º dia do mês da Lebre – Horário de Shiba (4pm).
Após uma perseguição incansável, seu cavalo não aguentava mais, só que, o mais estranho era que aquele corredor com roupas negras sumira em uma planície, não há como ele se esconder. A única razão disso é que ele tenha usado de algum artifício. Isso já não importaria quando Seppun Naganori é abordado por quatro magistrados vestindo as cores do Mantis:
- “Seppun Naganori? É você?” Naganori balança a cabeça em concordância. “Temos aqui um edicto Imperial informando a sua prisão. Venha conosco.” Seppun estava surpreso. Talvez alguma notícia tenha chegado aos ouvidos do Imperador. Ele sabia, porém, que ele teria como se defender das acusações, ele era inocente.
Aceitou a prisão como demanda sua honra e desceu do cavalo, sendo amarrado pelas mãos. Os magistrados o levam até um barco, o que parece estranho já que o Imperador estaria em Toshi Ranbo, na capital, que fica ao sul das terras do Phoenix e ao norte das terras do Leão.

***** Navio Mantis, 1169 – 16º dia do mês da Lebre.
Chegando às docas, Naganori se depara com Yoritomo Kitao, uma pirata ambiciosa muito conhecida em Rokugan, principalmente por sua fúria comparável com as Matsu (ela criou intrigas suficientes para criar um confronto entre Jinn-Kuen e seu antigo sensei: Yoritomo Leshanu).
Yoritomo Kitao sorria acima de seu kobune, com um joelho flexionado na beira da embarcação e um braço descançando logo ao topo da mesma perna. A Daimyo do Mantis pulou e aterrizou com graça e leveza, apenas para, em poucos momentos, impulsionar-se de modo que chegasse rapidamente à frente de Naganori e roubar seu cavalo.
- “Espero que esse cavalo dure enquanto eu precisar.” Falava rindo a cruel mulher enquanto arriava sua mais nova montaria. “Acorrentem-no no navio e levem-no para Kyuden Gotei”.
Acorrentado numa cabine escura do kobune, Seppun Naganori já sentia a fome atingindo seu corpo e sua força escapando por suas mãos. Passaram-se mais de 10 horas; apesar de não ter como garantir isso, seu corpo sentia a privação de comida e sono. Quando a esperança de ver a luz de Lorde Sol de novo, um jovem roubusto com um arco nas costas, desceu as escadas que levavam ao local isolado e ofereceu uma cesta de comida.
- “Isso pode estar envenenado, e se eu comer, posso morrer.” Justificava seu olhar desdenhoso o duelista.
- “E se você não comer, morrerá de fome, Seppun-sama.”
Naganori assustou-se um pouco com o respeito inferido pelo Tsuruchi, e aceitou a cesta entusiasmado. Logo em seguida, uma pequena conversa se desenrolou e o arqueiro revelou seu nome, Tsuruchi Kitetsu.
- “Infelizmente não posso te ajudar o quanto eu gostaria, Lady Kitao tem um temperamento difícil” Falou Kitetsu enquanto erguia-se e subia à proa novamente.
Naganori nada pôde falar com tanta comida na boca e a rapidez com a qual o Tsuruchi subia.

***** Acampamento do Leão, 1169 – 16º dia do mês da Lebre.
Yoritomo Kitao se aproxima do acampamento enquanto Akodo Shigetoshi, após ser seduzido pela sensual (e grosseira) Matsu Youko, declara à todos seus seguidores que estaria declarando guerra contra o Clã do Escorpião e que em breve estaria na Corte Imperial pedindo o decreto oficial.
Shigetoshi desceu do palanque e acompanhou Kitao até sua tenda real. Após um certo tempo, Kitao saía de lá com uma pochete. Youko logo imaginou que havia dinheiro ali, mas para o quê ela não sabia.
Paralisada, Matsu Youko percebe a semelhança entre o cavalo da Mantis e de seu elo khármico, Seppun Naganori. Naquele momento, a jovem viu que seu amor estava em perigo, e devia investigar assim que a pirata estivesse longe.
Antes que ela pudesse perguntar algo, Shigetoshi parte.
Durante horas, Youko faz as conexões entre os fios soltos e conversa com algumas pessoas até descobrir que aquela mulher era de fato, Yoritomo Kitao. A Matsu pega um cavalo e parte o mais rápido possível para as docas.

***** Kyuden Gotei (Ilhas de Seda e Pimenta), 1169 – 17º dia do mês da Lebre.
O kobune atraca no cais mais proeminente das Ilhas do Mantis. Os supostos magistrados levam o Imperial até a corte de Kyuden Gotei, onde repousa folgada, Yoritomo Kitao.
- “Então. Finalmente nos encontramos, não é Naganori? Mas… Você não me conhece.” Levantou-se e foi em direção à ele.
- “Ele é meu, Kitao-san.” Uma voz misteriosa e rígida sai por detrás de uma das repartições da corte. Shigetoshi era de onde emanava tal voz. “Não se esqueça que eu paguei por ele, agora eu quero o que é meu.”
Naganori fica espantado. Então, Shigetoshi, o honrado campeão do Leão estava por detrás de um ato tão hediondo quanto um seqüestro? Os kami sorriam para o Seppun neste dia; a porta é brutalmente arrombada por um chute: Yoritomo Kumiko e Yoritomo Naizen estavam ali em frente. Kumiko, nêmesis de Kitao. O ar pesava enquanto as duas poderosas mulheres se olhavam.
- “Solte-o. Agora.” Kumiko pronunciava enquanto o resto de sua armada chegava à porta da corte. “Naizen-san irá cuidar para que ninguém se machuque se ele vier comigo agora.”
Kitao riu com o pedido de sua adversária e desafiou o sequestrado para um duelo, com a permissão de de Akodo Shigetoshi.
Numa rápida troca de pensamentos com Naizen, Kumiko ordena que as Shugenja da família Moshi que estavam presentes curassem o duelista, fazendo com que Kitao se arrependesse amargamente de sua escolha; mas já era tarde, o duelo já fora aceito.
Naganori, confiante, encontra-se rapidamente em sua posição de duelo e fita seus olhos na posição desregulada de Kitao. Numa passagem de batida cardíaca, o duelista mostrou que a escola imperial era equivalente à dos Kakita ou dos Mirumoto e rasgou o peitoral de Kitao, que sobreviveu apenas por estar usando armadura.
Inconsequentemente, Kitao também desferiu seu golpe, e quase arrebentou a barriga do duelista. Como havia perdido, Kitao se retirou e permitiu que Kumiko levasse-o. Shigetoshi rangia os dentes e fechava seus punhos com raiva de seus planos terem falhado.
Tsuruchi Kitetsu, que estava ali, decidiu ir com seu mais novo aliado, Seppun Naganori. Kitao ainda ajoelhada com as mãos no seu ferimento, percebendo tal traição, pegou sua saya e arrematou um golpe no joelho do arqueiro no momento em que este passou ao seu lado, jogando-o no chão berrando de dor. Seu joelho estava quebrado, mas ele ficou feliz por ir embora.
Naganori enfim, estava livre… Nem tudo é tão simples.

[L5R-RPG] Fiction, Part I

•Agosto 24, 2009 • Deixe um comentário

A Primeira Queda,
a Primeira Ascenção
(Parte 1)

***** Toshi Ranbo wo Shien Shite Regisaho, 1169 – 11º dia do mês da Lebre.
Era final de tarde quando a Guarda Imperial composta apenas de Seppun perfilaram o salão principal em frente da Divindade, o Imperador. Logo em seguida, Akodo Setai irrompe a porta defronte ao Trono da Esmeralda e se aproxima do altar ajoelhando-se, mostrando todo respeito e honra do Clã do Leão.
- “Imperador-Sama, vim como me foi requerido. Estou aqui e recebo suas ordens com louvor.” – O ex-Deathseeker começou.
- “Setai-san, as forças do seu clã são necessárias nas províncias de Mura Sabishii Toshi, da Família Daidoji. Uma armada desconhecida passou pelas frotas do Mantis despercebida e atracou num porto dois dias antes do certo iniciar.” – as palavras do Imperador reveberavam como se ele estivesse falando no ouvido de cada um no salão – “Vou deixar com você um punhado de Seppun que acabaram de realizar o Gempukku. Antes de qualquer reclamação, digo que mesmo sendo novatos, eles têm um potencial incrível.” – Completou.
- “De modo algum reclamaria, Imperador-Sama. Sua generosidade é conhecida por toda Rokugan. Encaminharei suas mensagens à Matsu Yoshino, o Daimyo do Clã…” – Antes que pudesse completar, foi interrompido pela Majestade: “Mas o quê? O Clã do Leão ainda está em guerra com o Unicórnio? Mas existe um Decreto Imperial que PROIBIU a guerra intra-clã! Que diabos!”
A Voz do Imperador se aproximou e disse algo em seu ouvido, com a mão na frente para evitar que alguém ouvisse. Mas, não foi o suficiente e muitos ouviram a Voz comentando que alguns Ide, os Courtiers do Clã do Unicórnio, peritos nas Leis Imperiais, descobriram que o Decreto foi baixado na ausência dos Ki-Rin, então, eles estavam isentos de qualquer pena.
Por um momento, o mundo parecia congelar enquanto Naseru pensava.
Com um simples movimento de mãos, ele dispensou toda corte, com exceção de Seppun Naganori, com o qual ele ficou mais um pouco para conversar.
- “Seppun-san, você seguirá Akodo Setai na campanha contra os invasores do norte. Com o poder à mim concecido pelo Paraíso Celestial, nomeio-te, Gunso!”
- “Muito agradecido, Imperador-Sama, não irás se arrepender.” – Responde meio sem jeito o Seppun recém-formado na escola de Duelo Imperial.
- “Antes que parta; se eu ouvir qualquer reclamação advinda de qualquer Leão, você será excomungado de Rokugan, renegado à vagar pela sua terra amada como um Ronin, e não lhe abrirei a oportunidade de cometer seppuku.” – Ameaçou veememente aquele que pode. “Ainda assim, te dou o poder de escolher sua armada dentre quaisquer guerreiros por toda Rokugan, com exclusão do Clã do Leão e da Garça, os quais já estão lutando na província.”
Numa questão de segundos, uma gota de suor gelado passou pela testa do jovem e escorreu até seu pescoço, mesmo engolindo seco:
- “Com certeza não ouvirás nada, Santidade. Vou fazer o meu melhor para devolver o Castelo do Filho da Garça para os devidos donos!” – curvou-se.
Sem precisar falar nada, apenas fitando o olho, o Imperador dispensou seu mais novo e comprometido servo. Novos pensamentos inundavam sua mente; essa nova ameaça advinda do Norte havia sido prevista por um Shugenja considerado louco… E agora? Onde estaria esse Shugenja Ronin?
Mesmo sem demonstrar, ele não tinha muita firmeza de que eles conseguiriam repelir o ataque tão bem montado por esses malditos bárbaros, mas pelo menos, ganhariam tempo pras armadas do Crab e do Mantis se re-organizarem e esmagarem os invasores.

***** Algum lugar dentro de Shiro no Shosuro, 1169 – 12º dia do mês da Lebre.
Shosuro Sotaru esperava durante horas à fio sem mexer um músculo sequer. Após muito tempo, talvez doze horas inteiras, no momento mais inesperado uma voz surgia à frente do Shinobi novato. Ao levantar a cabeça, ele viu Shosuro Yudoka parado no ponto mais acúmene do altar. Surpresa percorria seu corpo, mas não demonstrou: Era esperado que Yudoka surgiria quando menos esperasse, e mesmo sabendo que não há outra entrada se não aquela por trás dele, não ficou assustado ao ver o seu Daimyo logo à sua frente.
Não havia vestígios de outros acompanhantes, então, pôs-se à falar:
- “Pericioso Daimyo, estou à seus serviços. Diga-me sua ordem” – Reverenciava seu lorde ao final da frase.
Silêncio que já era esperado tomou conta do local. Aproximadamente um minuto depois, vêm a resposta:
- “Tenho uma pequena lista de empecilhos os quais necessitam remoção. Gostaria que você memorizasse-a e queimasse em seguida, por caso sejas descoberto, não encontrem mais provas contra você.” – Nenhum contato de olhares enquanto falava. “À propósito, preciso que leves alguém contigo, ela irá ajudar-te durante a campanha: Miya Rumiko.” – Primeiro contato de olhares, enquanto Sotaru se levantava e olhava para as sombras que se esvaiam para mostrar a delicada face da atriz Shosuro. “Claro, ela não é uma Miya. É uma proeminente atriz da escola de Atores Shosuro. Ela vai dar um jeito de te ajudar durante um bom tempo.”
Os dois se cumprimentaram o mínimo possível, caracterizando a pequena, porém presente, rivalidade entre as duas escolas.
- “Hai! Shosuro-sama.” – Cumprimentou, Sotaru, expressamente seu lorde.

***** Kaiu Kabe (Carpenter Wall), 1169 – 12º dia do mês da Lebre.
Quando um Crab diz que a Parede está sendo atacada, muitos brincam: “Estaria surpreso se um deles me dissesse que ela não está”. O problema é que eles têm razão. Dificilmente a Parede se encontra em paz, mas quando alguém do Clã de Hida diz que estão sendo atacados, é por que o problema é grande.
Hida Kuon sempre disse que esse era seu “negócio”, então, o Império está salvo enquanto este bushi respirar. Outro que trás bastante segurança para seus homens e para o Império, é o meio-irmão do Daimyo do Crab: Hida Benjiro. Um guerreiro muito alto e valioso que cuidava do Clã quando o Campeão era invocado pelo Imperador ou quando sua ausência era necessária.
- “Precisamos de dois homens na parede, Kaiu Taru e Hiruma Aki estão feridos.” – Gritava um dos homens no topo de uma torre na Parede.
- “Um Hida, por favor! Um Hida!”
Esse homem era Hida Takamasa, talvez de linhagem direta do próprio Ancestral Hida devido à sua semelhança física. Infelizmente para as traças das Shadowlands, ele não era apenas fisicamente parecido, mas sua perseverança também equiparava à do Kami.
Benjiro sempre dizia que Takamasa era seu pupilo e isso trazia muita Honra e Glória para ambos. O meio-irmão do Campeão chegou até a cogitar seu nome para a próxima Dinastia de Daimyo do Clã.

***** Campos de Concentração na Beira de Mura Sabishii Toshi, 1169 – 13º dia do mês da Lebre.
Matsu Benika. Esse nome é como uma canção de bravado que preenche o coração de qualquer Leão com esperança e fogo. A simples ausência dela, deixava qualquer comandante com um pé atrás, mas, isso parece estar para mudar, já que a irmã mais nova de Benika, Matsu Youko, está numa cabana própria. Os jovens dizem que ela não é nada se não a simples sombra da irmã e que em breve ela se juntaria aos Deathseekers. Akodo Shigetoshi, próximo Campeão do Clã do Leão discorda, e perde a elegância com qualquer um que demonstrar tal desconsideração com a bela e jovial Matsu.
As forças Imperiais de reforço estão chegando, sendo comandadas de frente por Akodo Setai e Seppun Naganori. Ao arrumar as armadas e erguer novas barracas, Setai chama o Seppun para um papo rápido, no qual ele argumenta que não aprovará nenhuma falha. A conversa, no entanto, não era apenas para meter medo no já apavorado garoto, mas uma introdução para o que estava por vir: o encontro entre ele e Matsu Youko.
Como de costume e como demandado pela Honra, Naganorio chega com um presente para a garota. O recebimento não é dos mais agradáveis, mas ela o recusa duas vezes por etiqueta e aceita na terceira.
O desconforto toma conta até que Shigetoshi, apaixonado pela moça e tomado por ciúmes invade a tenda e esbraveja com ambos, apenas para ser chutado pela pela brava Youko. Após desculpas, eles se prepararamm para uma pequena excursão ao Kumitae, um concurso-campeonato que realizar-se-á na província de Maemikake, uma cidade da Família Toritaka, vassala do Crab.

***** Cidade de Maemikake, 1169 – 14º dia do mês da Lebre.
O Kumitae é um campeonato que está sendo realizado pelo Clã do Mantis, já que um de seus seguidores, o membro Yoritomo Buntaro, encontrou um guia de artes marciais escrito pelo próprio Shinsei, nomeado Kumitae.
O Clã cujo representante for campeão do torneio, receberá o guia como presente, para ser guardado e respeitado como qualquer outra obra do Pequeno Profeta. Por razões óbvias, o Clã do Leão e o Clã do Crab são aqueles que estão mais em afinco pela premiação, apesar de não poderem colocar todas suas forças focadas nesse dia. O primeiro, enviou Akodo Setai, um poderoso Bushi que inspira lendas de honra e temerança. O Clã do Kami Hida decidiu permitir um novato com um futuro promissor à lutar no campeonato, Hida Takamasa, escoltado pelo Comandante Hida Benjiro.
As batalhas já começaram e a fase inicial seria composta pelos guerreiros de cada clã, com a permição de usar armas.
O Clã do Scorpion parecia não ligar para o Kumitae, já que pela primeira vez durante muito tempo, eles deram “azar” no pareamento, e seu novato Shosuro Sotaru acabou por enfrentar Setai no primeiro combate, que teve um final esperado: Setai rasgou o peito do oponente com um só golpe, que desabou.
Ninguém esperava, mas Seppun Naganori foi escolhido como representante Imperial na luta Hida Takamasa. Foi uma bela demonstração de graça durante a fase inicial, na qual Takamasa aceitou honrosamente um começo de Duelo na forma de Iaijutsu. Seppun Naganori apesar de novo era um prodígio na escola de Duelo Imperial e demonstrou isso claramente quando fez jorrar muito sangue daquele homem gigante à sua frente – caso ele não fosse um Crab, com certeza teria tombado após o golpe.
Após segurar seu urro, Takamasa desceu seu poderoso tetsubo na cabeça de Naganori, que não pôde fazer nada se não cair e perder a consciência. Matus Youko inesperadamente se ajoelha dentro da quadra de batalha, pedindo desistência por Naganori.
Apesar da sua vitória, Takamasa foi para infermaria junto com Naganori, seus ferimentos estavam expostos e eram muito profundos. Mal sabiam os presentes que aquele “azar” do Clã da Sutileza era mais uma de suas maquinarias que estava prestes a se tornar fato…

[4E] Custom Cards (1.0)

•Novembro 1, 2008 • 1 Comentário

Cartas de Warlord customizadas..
Primeiro vai o Raath, puto da cara depois de apanhar pra Jaque, volta com força total; o lado NEGRO da força. :D

Raaths Wrath

[PDF] Werewolf – The Forsaken..

•Julho 22, 2008 • Deixe um comentário

Novo livro de Werewolf da base do World of Darkness.

É o livro principal, em breve tem mais dois livros, é isso aí.

Breve:
Lore of the Forsaken
The Rage (Forsaken’s Guide Player)

Lembrando:
Esses livros são apenas para ajudar a ler, ou seja, se você NÃO TEM O LIVRO, tem duas opções:
1. Compre-o antes de baixar estes *.pdf
2. Leia os arquivos, se você gostar dos livros, compre-os ;)

[Se precisar de contato para comprar os livros fale comigo.]

[Avaí] Leão x Tigre

•Julho 12, 2008 • Deixe um comentário

Hoje tivemos um “clássico” catarinense, envolvendo os dois extremos da tabela; Avaí brigando para subir à elite do futebol Brasileiro versus Criciúma; lutando para se manter na série B.
O resultado foi feliz para o Criciúma que não fez um jogo muito bom, marcou forte e anulou muito no primeiro tempo de jogo, mostrando apenas pressão no final do segundo tempo, aos 40 minutos – momento que marcou o gol de empate – tendo até chances de virar pra cima do melhor time de Florianópolis; já para o Leão, o resultado teve mais gosto de “perda de dois pontos” por que jogou muito melhor durante os dois tempos, Vandinho fez seu gol, acabou com o jejum de 3 rodadas sem marcar unzinho. É, o mais curioso foi o gol de CABEÇA do artilheiro do Brasil, o atacante de 1,78m cabeceou pertíssimo da marca do pênalti e checou seu gol.

Sillas tirou o Vandinho por pedidos do último, mas não deveria ter deixado um defensor entrar no lugar, qualquer um servia; o time do Criciúma não tinha cacife para empatar, cresceu por que deixaram.
Agora temos que esperar por terça-feira, lotar o Majestoso e fazer a festa, Gama tá na zona (e não é das boas) e o Leão lá em cima. Essa rodada vai ser pedreira pro Avaí, Juventude joga em casa e Ceará vai pegar o Barueri (melhor resultado seria o empate!).

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Muitos reclamam do banner que o nosso “co-irmão” colocou na entrada da Ilha. (eu sou um deles, lógico)
Agora tá na hora da nossa Diretoria dar um jeito, uma resposta talvez?
Fui requisitado por alguns amigos para inventar um banner com idéias vindas dos mesmos para uma resposta à isso, colocando na entrada das Pontes da cidade.

Com imagens de jogadores (Créu Style)

Imagem mais limpa, com leão e o escudo da equipe

[Brasileiro] Avaí x Juventude

•Julho 8, 2008 • 1 Comentário

Futebol..

Hoje o nosso grandioso Leão da Ilha vai ter uma pedreira pela frente: O Juventude!
Sexta-feira passada foi uma derrota que muitos avaianos não engoliram, mas vejam bem, se tivéssemos ganhado, batido em cachorro morto *desculpem-me os bahianos, mas era essa a situação do time nordestino*, estaria com o salto altíssimo e acabaria caindo; o pior: Caindo no Magnífico (Ressacada). Caso isso tivesse acontecido, os corneteiros de plantão começariam à agir.

Hoje é o nosso dia, dia de festa (além do aniversário dos gêmeos do Avaí, Rafael e Cássio), temos que lotar nossa Ressacada, mesmo que o jogo seja em plena semana às 21:45. É nossa hora, é tempo de mostrar pros camaradas do Estreito o único time de Florianópolis que tem um ponto dourado acima do Escudo.

Deixo os torcedores com um belo texto retirado da comunidade Oficial do Avaí no Orkut:

Vinícius [comunidade do Avaí]
“Bom, amigos. Como é de costume, e os membros mais constantes na comunidade já sabem, a cada momento em que nosso glorioso Avaí passa escrevo um singelo recado. Seja para reflexão, seja para tirarem onda, etc.
Agora não podia ser diferente, afinal, estamos vivendo um momento crucial para o futuro de nosso time do coração.

Acredito que depois de tantos anos na série B, tantos anos peleando em busca de um acesso à elite do futebol brasileiro, grande parte de nossos torcedores vêem o acesso como algo distante, algo que estamos acostumados a sonhar, acostumados a aspirar.

Este ano não é diferente, talvez seja apenas um misticismo banal, talvez não. Mas existe um detalhe que está diferenciando este, dos anos anteriores. Nós temos qualidade! Nós temos raça, nós temos técnica.

Perder ao longo do campeonato? Isso é normal, em 2006 fomos líderes por quatro rodadas e estivemos no G4 por onze rodadas, iniciamos o campeonato com uma derrota dentro de casa para o Sport. Vemos que em 2008 o que vai fazer diferença é o fator psicológico, afinal, é a única coisa que pode nos tirar da glória certa.

Torcer pra esse time é algo sem igual. é sentir os cabelos arrepiando quando se vê aquela arquibancada tremendo, quando ouvimos em uníssono os cantos e o hino de nosso amado Avaí. É dar um sorrisinho quando saimos do túnel e vemos de longe que a fila para o estádio está longa (presságio de casa cheia), é explodir em sentimentos e alegria na hora do gol, é ter esperanças até o último segundo.

Independente do jogo de hoje, ganhando ou perdendo, isso não pode nos abalar. A vitória não poderá fazer com que menosprezemos futuros adversários, a derrota não poderá fazer com que achemos que somos ruins ou fracos. Por que nós não somos!

Nós torcemos pro Leão da Ilha, somos o time de Florianópolis, de Santa Catarina, e esta é a NOSSA GUERRA. Erguemos nossas bandeiras, nossas camisas são nossos escudos, e nossos cantos são nossas espadas, e agora, vamos até o fim!

Abraços pra galera.”

É, é isso aí! Essa é A NOSSA GUERRA, A GUERRA DA TORCIDA EMPURRANDO O LEÃO PRA SER CAMPEÃO! NA RESSACADA, MEU CALDEIRÃO.

Vamos todos juntos torcer e vibrar com o Avaí no Majestoso!
Conto com vocês! VAMOS LEÃO!

Ava�!

Edição Pós-Jogo:
Maravilha! Coisa linda essa minha equipe! :D
Agora é ir pra Criciúma e pegar o gatinho malhado..
Em relação ao jogo de hoje, acho apenas que (com o perdão do trocadilho) o Juventude não teve maturidade o suficiente, afinal de contas, meteu muita porrada, e por uma dessas que eles tomaram o golaço de Valber.. Bem Feito!

Viciados em Orkut?

•Julho 7, 2008 • 1 Comentário

News!

Geração Orkut corre risco de crise de identidade, diz psiquiatra.

A geração de usuários da internet nascida depois de 1990 – década da popularização da rede – pode estar crescendo com uma visão perigosa a respeito do mundo e da sua própria identidade, sugere um psicanalista inglês.

Segundo Himanshu Tyagi, a principal causa deste problema seria o fato de que os nascidos nesta época já cresceram em um mundo dominado pela navegação na internet e pelos sites de relacionamento como o Facebook, Orkut e MySpace.

“É um mundo onde tudo se move depressa e muda o tempo todo, onde as relações são rapidamente descartadas pelo clique do mouse, onde se pode deletar o perfil que você não gosta e trocá-lo por uma identidade mais aceitável no piscar dos olhos”, disse Tyagi durante o encontro anual do Royal College of Psychiatrists, uma das principais agremiações de psiquiatras do Reino Unido e da Irlanda.

O psiquiatra destaca ainda que as pessoas que se acostumam com o ritmo rápido dos sites de relacionamento podem achar a vida real “chata e pouco estimulante”, o que poderia causar problemas de comportamento.

“É possível que os jovens que não conhecem o mundo sem as sociedades virtuais dêem menos valor às suas identidades reais e, por isso, podem estar em risco na sua vida real, talvez mais vulneráveis ao comportamento impulsivo ou até mesmo o suicídio”, disse.

Pesquisa
Tyagi começou seu interesse por identidades virtuais quando fundou um site que funciona como uma rede de contatos profissionais e se deu conta da distância enorme que há entre psiquiatras em atividade e pacientes mais jovens em assuntos relacionados à internet.

Ele constatou, após uma pesquisa com psiquiatras durante um congresso nos Estados Unidos, que a maioria dos profissionais não sabia da magnitude do impacto do mundo virtual na geração jovem.

Segundo o professor, além dos sites de relacionamento, as salas de bate papo virtuais também podem influenciar problemas de comportamento como a timidez.

Ele destaca que o anonimato e a falta de experiência sensorial das conversas nestes ambientes virtuais poderia mudar a percepção de interatividade e criar uma visão alterada sobre a natureza dos relacionamentos.

“A nova geração, que cresceu em paralelo ao avanço da internet, está atribuindo um valor completamente diferente para as relações e amizades, algo que estamos fracassando em observar”, afirmou Tyagi.

Benefícios
O psiquiatra afirma que são necessárias mais pesquisas sobre o impacto da internet na geração jovem e ressaltou alguns benefícios dos sites de relacionamento.

Segundo ele, essas redes oferecem um status social mais equilibrado, onde raça e gênero são menos importantes e onde as hierarquias da vida real são dispersas.

Ele destacou ainda que a quebra das barreiras geográficas permite acesso a relacionamentos e a apoio de amigos virtuais.

Experiência
As afirmações de Tyagi, entretanto, forem contestadas por especialistas da área.
Graham Jones, psiquiatra especializado no estudo do impacto da internet, reconhece que existe o risco de que uma freqüência exagerada de sites de relacionamento possa levar a problemas de comportamento. Mas ele acha que esses riscos foram exagerados por Tyagi.

“Para cada geração, a experiência com relação ao mundo é diferente. Quando a imprensa escrita surgiu, tenho certeza que muitos a consideraram como uma coisa ruim”, disse Jones.

“Pela minha experiência, pessoas que tendem a ser mais ativas nos sites como o Facebook ou Bebo são aquelas que já são mais socialmente ativas de qualquer forma – é apenas uma extensão do que eles já fazem”, concluiu o psiquiatra.

Vcio em Orkut!

Fonte: BBC Brasil!

E você? O que acha disso?
Principalmente aqueles naciturnos de 1991 em diante, o que vocês têm à dizer? Matéria coerente com bases realistas ou apenas uma infeliz afirmação sobre a febre “Orkuteana”?

Inauguração..

•Julho 6, 2008 • 3 Comentários

Inauguração!

Depois de muito tempo enrolando, finalmente tá criado o blog..
Espero dar atualizações diárias, com notícias, informações gerais e um pouco de humor também..

Creio que vários pontos de vista diferentes serão criados dos meus posts por pessoas de diferentes manias e culturas, por isso vou tentar ao máximo minimizar as padronizações..

Hoje não colocarei nada, começarei apenas com a notícia de inauguração e pronto.
Já to cansado, cheguei em casa às 5am e tive que escrever alguns relatórios pouco tempo atrás..

Agora, o futuro do Blog está à mercê de vocês; os que visitam o blog. ;)